A Eletronuclear participou nesta semana do II Congresso de Tecnologia e Inovação no Setor Nuclear (TINS) realizado no auditório da Coppe, na UFRJ, na segunda (2) e terça-feira (3). Além de uma fala na cerimônia de abertura, a empresa, que deu apoio institucional ao evento, destacou-se na mesa sobre Comunicação, demonstrando as estratégias adotadas pela empresa durante 2024.
Organizado pela professora Inayá Correa Lima, do Programa de Engenharia Nuclear (PEN) da Coppe, o evento tem como objetivo fortalecer a relação entre a indústria e a academia. Por isso, além dos artigos produzidos pelos alunos, são apresentadas várias palestras conduzidas por autoridades do setor. A importância desta relação foi destacada na fala de Richard Shouler, que representou o presidente da Eletronuclear, Raul Lycurgo Leite.
“Ver caras novas querendo entrar na área nuclear é um prazer. Principalmente neste momento em que Angra 1 conseguiu sua extensão de vida útil por mais 20 anos. Isso quer dizer que nossa geração térmica nuclear está em vigor. Foi dito que grande parte dos representantes da área nuclear estão aqui, mas acho que estão aí, são as novas cabeças, pois nós que estamos aqui não vamos ficar muito tempo, devido ao nosso processo de envelhecimento’, comentou Richard, referindo-se aos estudantes participantes do evento.
No período da tarde, a chefe do Departamento de Comunicação Integrada (DCI.P), Juliana Rezende, falou sobre as novas estratégias de comunicação adotadas pela empresa no último ano.
“Tivemos a orientação de fazer uma comunicação mais agressiva, estar no olho do furacão e não fugir de polêmica, não ter medo de se expor. Transparência já era um valor, mas virou nosso principal ativo. Investimos em assessoria de imprensa, visitando redações e levando jornalistas às usinas, e redes sociais, tornando o conteúdo mais dinâmico e até divertido. Com isso, conseguimos, um crescimento de mais de 100% no Instagram, por exemplo, e emplacar 82 entrevistas na grande imprensa esse ano, sendo metade delas com o nosso presidente", relatou Juliana.
Em relação a redes sociais, Juliana também mencionou a formação de parcerias – as colabs – com outros perfis. Para demonstrar uma destas parcerias, ela apresentou a influenciadora Paola Costa, que palestrou sobre as estratégias que utiliza em suas redes sociais para simplificar os temas relacionados à radiação nuclear. Após o evento, Paola seguiu para Angra dos Reis para passar a semana conhecendo as usinas nucleares da empresa.
De acordo com a organização do TINS 2024, o evento deste ano teve um aumento no número de publicações submetidas pelos alunos, com mais de 40 trabalhos apresentados. Também houve o envolvimento de mais escolas públicas, pois mais de 120 crianças do Colégio Estadual Professor Clóvis Monteiro, Colégio Estadual Rodrigo Otávio Filho, Instituto de Educação Carmela Dutra e Colégio Estadual Presidente Kennedy, também tiveram acesso a informações sobre o setor nuclear.
“Neste ano os alunos fizeram mais perguntas e os palestrantes estavam muito ligados na questão dos jovens, algo que não tivemos no TINS do ano passado. Pude perceber os alunos com mais consciência política e percebendo a importância de compreender sobre a política e o Estado para se inserirem no mercado”, avaliou Inayá.