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Eletronuclear-participa-de-Exercício-Parcial-do-Plano-de-Emergência-que-testa-novo-software-de simulação

01/11/2024
 

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A Eletronuclear participou entre os dias 30 de outubro e 1 de novembro do Exercício Parcial do Plano de Emergência Externo (PEE/RJ) de Resposta Integrada À Emergência e Segurança Física Nuclear na Central Almirante Álvaro Alberto (CNAAA). O exercício foi realizado no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), localizado na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. A novidades do exercício deste ano foi a introdução do sistema "Sagres-N", desenvolvido pela Marinha do Brasil.  

Os exercícios parciais, também chamados de “exercícios de mesa”, são realizados em anos pares e servem para verificar a eficiência e funcionamento dos sistemas de comunicação e resposta a emergências por parte de todos os mais de 60 órgãos que compõem o Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron). Eles também servem como base para os exercícios gerais, realizados nos anos ímpares, em que as simulações passam do planejamento estratégico e são testadas no campo.

O diretor geral do exercício deste ano, comandante Luiz Antônio Dias do Carmo, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), explicou que há um colegiado voltado para emergências nucleares e outro para segurança física. São estes grupos que determinam de que forma se dará o exercício seguinte.

“Nessas reuniões eles planejam os objetivos que querem que sejam alcançados e são criados cenários, também com ajuda da imaginação e de todas as organizações envolvidas. Nos exercícios levamos os cenários para a realidade, o que chamamos de ‘table top’, e precisamos criar novas soluções para resolver os problemas apresentados”, detalhou o comandante do Carmo.  

Com o novo software, que parece uma espécie de jogo, é possível não apenas inserir os eventos previamente, mas também alterar as condições climáticas ou a velocidade em que as situações ocorrem. A qualquer momento durante o período do exercício, os participantes recebem uma notificação sobre qualquer situação problema que possa estar em andamento.   

Eles não sabem o que é ou quantas notificações receberão ao longo do exercício. Na manhã de quinta-feira (31), por exemplo, houve a simulação de um sequestro no Observatório Nuclear, considerado um problema de segurança física, e os participantes tiveram que responder rapidamente ao desafio antes que ele se tornasse uma ameaça maior, como uma emergência nuclear. O exercício parcial de 2024 também busca validar o “Sagres-N” como uma ferramenta padrão para este tipo de treinamento.   

O Centro de Simulação do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha desenvolvou software e sediou exercício parcial de 2024. 

Ao mesmo tempo em que os “respondedores” precisam cumprir os desafios, o grupo dos “avaliadores” precisa verificar se os objetivos propostos inicialmente estão sendo atendidos e os “observadores” ajudam complementando o trabalho. No terceiro dia, o grupo se reúne para discutir os relatórios dos avaliadores e, tempos depois, é gerado um relatório final apontando se os objetivos foram alcançados ou não. 

"O exercício parcial permite ao Comitê de Resposta à Situação de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis avaliar, em discussões e pelos relatórios dos avaliadores, a efetividade dos procedimentos atuais. É um momento para superestimarmos possíveis eventos e ajustarmos o planejamento, que depois será levado a campo, no exercício geral, para treinamentos com as tropas", comentou o comandante.  

Entre as mais de 50 pessoas fisicamente presentes no CIASC e as que atuaram remotamente, dos comitês estaduais e nacionais, mais de 80 pessoas participaram da simulação desta semana. O exercício de resposta a emergências nucleares é realizado há cerca de 30 anos e envolve órgãos como GSI, Polícia Federal, Ibama, Abin, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Defesa Civil e muitos outros. Ele busca aprimorar protocolos com base em experiências nacionais e internacionais.  

A importância da integração das lições aprendidas em exercícios passados também foi destacada. "Todo conhecimento adquirido, seja nos exercícios parciais ou gerais, precisa ser continuamente integrado e atualizado para fortalecer nossa capacidade de resposta. Dessa forma, justificamos o investimento público, garantindo à sociedade brasileira os benefícios da energia nuclear com segurança", concluiu do Carmo. 

O coordenador do Plano de Emergência Local (PEL) e chefe da Assessoria de Planejamento de Emergência (APE.O), Francisco Hollanda Cavalcanti Vilhena, enalteceu o uso do programa “Sagres-N" no exercício. 

“Acho que foi um grande ganho. Como falei na abertura do exercício, foi um divisor de águas. Agora nós temos uma ferramenta muito boa. Claro que uma ferramenta que é utilizada pela primeira vez tem a necessidade de ser modificada, melhorada, mas estamos em um caminho de estado da arte da simulação de exercícios de emergências nucleares”, comemorou Vilhena. 


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